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sexta-feira, 9 de julho de 2010

"Pensando, morreu um..."

História de um ser irracional, cheio de sede e cheio de fome. A sua sede era tão forte e tão intensa quanto a sua fome. De repente, vê-se à frente de duas tigelas. Uma estava cheia de água e a outra de comida. O que fazer? Deverá beber primeiro? Mas a barriga aperta tanto…

Não é difícil adivinharmos o fim da história: o ser irracional ficou confuso de tal maneira, que acabou por morrer devido às duas carências. Como nunca mais se decidia, morreu a pensar… porque não conseguiu se decidir e acabou por ficar assim para sempre, na indecisão.

Quem pensa demais, deixa de agir. (provérbio)

Com o envio do lixo da cidade para o Aterro Sanitário de Dias Tavares, o problema dos resíduos sólidos urbanos não foi, não está e não será resolvido, enquanto não for tomada uma decisão que demanda coragem, com visão de futuro a curtíssimo, médio e longo prazo: a construção do Aterro Sanitário de Santos Dumont.

Em meio a tragédias ambientais, o país pela primeira vez vai ganhar uma legislação federal. Aplaudimos a aprovação, pelo Senado Federal, da POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS, mesmo não tendo conhecimento do texto completo e estamos aguardando, ansiosamente, a sanção presidencial.

Já éramos favoráveis a construção de um aterro sanitário local e, agora, temos a certeza de que esta será a única solução.

É difícil, é um investimento de custo elevado, mas necessário.

Ou Santos Dumont resolve o problema do lixo ou o lixo engole Santos Dumont(título de um e-mail recebido)

De nada adiantará darmos um destino, momentâneo, ao lixo produzido na cidade. Vamos jogar dinheiro no lixo: aproximadamente R$38.000,00 reais por mês, colaborando com cerca de R$ 2.500,00 para os cofres da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora. No momento, não há outra solução e a Prefeitura Municipal de Santos Dumont teve que tomar esta decisão.

Gostaríamos de chamar a atenção para alguns detalhes: este contrato tem duração de 6 meses, foi celebrado em caráter emergencial e pode não ter continuidade.

Explicamos: o Aterro Sanitário de Dias Tavares foi projetado para receber 500 toneladas de lixo por dia e a cidade de Juiz de Fora produz, em média 430. Aceitaram receber o lixo de Santos Dumont, porque ainda "cabe" no aterro. Como a produção de lixo cresce, em média 5% ao ano e a projeção de crescimento para o Brasil, em 2010, ultrapassa os 7%, o consumo tende a aumentar e, por consequência, o lixo produzido também.

A Coleta Seletiva diminui o "tamanho" dos resíduos, mas depende da população fazê-la. É um longo trabalho de educação, conscientização e mobilização e, caso a população não a faça, a tendência é o aumento do seu volume. A cidade de Juiz de Fora não mais o aceitará e o Aterro Sanitário de Dias Tavares somente receberá o nosso lixo, pelo prazo máximo de 1 ano. E depois, o que faremos com ele?

"O que é bem pensado, nunca sai errado."

De nada adianta pensar que o investimento não trará retorno financeiro. Ele trará retorno para a saúde ambiental da cidade e isto basta.

Existem financiamentos que podem ser autorizados e a distribuição da arrecadação, segundo o site do Banco do Brasil, está aumentando.

Não adianta ficar empurrando o problema!

“O Lixo é um dos mais graves problemas do mundo e nem todos querem tratar disso. O investimento aqui é superior a R$ 10 milhões. Nós poderíamos investir esse dinheiro em praças, em obras de grande visibilidade. Seria mais fácil. Isso (fazer obras de grande visibilidade) dá mais voto, aplausos fáceis, mas nós fizemos a opção por investir naquilo que não dá voto, mas garante saúde para o nosso povo. Não só em meio ambiente, mas em qualidade de vida, em saúde, em visão de futuro."
Raimundo Angelim
Prefeito de Rio Branco-Acre
Partido: PT

Precisamos de decisões audaciosas e corajosas...

3 comentários:

  1. Profª Marilda Cristina da Silva Fonseca12 de julho de 2010 08:37

    ESTA QUESTÃO DO LIXO NOSSO DE CADA DIA, DE SANTOS DUMONT E REGIÃO

    Esta questão do lixo, desta usina COLETEC e outras questões daqui, vem se arrastando, aparentemente mais por problemas políticos, do que, por problemas de decisão de gestão, de como gerir estes problemas. Onde deveria ter um equilíbrio, pois me lembro que em Juiz de Fora, este tema,foi muito discutido, como prioridade na disciplina de “Planejamento Estratégico Municipal”, onde na época em discussões apresentadas pelos professores, sobre as questões referentes a lixo muncipal, tive o orgulho de citar que a nossa cidade, já estava bem mais a frente do que a cidade de Juiz de Fora, por já ter, naquela época, uma usina de reciclagem e compostagem de lixo,com bastante preocupações antecipadas e também com visão de futuro, inclusive citando, que aqui ja existía, movimentos de educação ambiental, nesta fase e também há muitos anos atrás, onde fazíamos junto com os escoteiros, caminhadas na defesa do meio ambiente, através do apoio da então, Associação Cultural de Santos Dumont , íamos às vezes, até em cabangu e/ou no caminho de cabangu, na lagoa, o que causou elogios para a nossa cidade e toda a região contemplada, pois na época, só neste curso, nós observamos, fazendo uma pesquisa e análise, que só Viçosa e Santos Dumont, estavam mais a frente, pensando seriamente o nosso lixo de cada dia.

    É preciso lembrar que, independente de partidos e de posturas políticas, todo os contratos e cláusulas são de responsabilidade de quem os elaboram e verificam, geralmente contadores e advogados, que devem estar sempre mais informados a respeito de novas leis, do que pode e do que não pode, dos melhores têrmos a serem usados, assim devem estes, serem assessores e consultores dos seus clientes, pois, as leis mudam todos os dias.

    (Continua...)

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  2. Profª Marilda Cristina da Silva Fonseca12 de julho de 2010 08:39

    Agora esta história da usina daqui, esta se arrastando mais pelo domínio político e pela falta de diálogo e negociação entre todas as partes, incluindo as instituições ambientais, do que, propriamente pela referente, gestão dos resíduos ambientais.

    A grande pena é que com este embargo da usina de lixo, a cidade sofre,o meio ambiente sofre, todas as pessoas da comunidade também sofrem e especialmente os trabalhadores da usina, os catadores de lixos e recicláveis, todos sofrem as consequências desastrosas, ambientais, etc...

    O incrível é este contrato atual, pois a gestão atual da prefeitura de Juiz de Fora, não esteve presente na importante conferência estadual de saúde ambiental, que foi um pré-requisito para a presença, na conferência nacional de saúde ambiental, nem se preocupando com o famoso lixo, de resíduos sólidos, o Rio Paraibuna e com as suas respectivas bacias hidrográficas, bem como, das da região, ao que tudo indica e parece,que não houve comunicação interna e incentivo para a participação de pessoas na conferência estadual de sáude ambiental, pois estranhamos muito, Juiz de Fora, não estar presente, pois sabemos que existe muita gente, entre professores universitários, professores estaduais, intelectuais, estudantes, ambientalistas, defensores do meio ambiente em geral, tanto dentro da prefeitura de JF, quanto fora, entre as universidades, todos interessados em meio ambiente, estes parece que não foram estimulados e nem comunicados independente de partido político e agora, que existe a previsão de leis, sobre os resíduos sólidos,e demais, pois as conferências de sáude ambiental, foram antes de tudo, muito interessantes, propositivas, observamos e analisamos que tudo isto, com certeza, ajuda agora, a acionar o sistema legislativo e o executivo, tanto o estadual, quanto o federal, o que também, favorece, a uma provável legislação referente aos respectivos resíduos sólidos e demais, com previsão de verbas para soluções.
    (continua...)

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  3. Profª Marilda Cristina da Silva Fonseca12 de julho de 2010 08:40

    Por isto, é que, os atuais políticos da gestão de JF, se interessam, agora, pelo meio ambiente, pois também sabem, que estamos em período eleitoral, aí eles aparecem, interessados no lixo deles e também no nosso lixo, de cada dia. Aparecem interessados até em jardim botânico, em plantas medicinais e em plantas em geral, vide os jornais, “Diários Regionais", agora as verbas anteriores, aparecem !!!.

    É bom lembrar, que em JF, na gestão anterior e na atual, não se preocuparam em dar prioridade à questão ambiental, com a responsabilidade de instalação de uma usina de compostagem de lixo, só mais ou menos, pensaram em colocar em prática, um aterro sanitário.

    Na época, em JF, em sala de aula cheguei a dar uma sugestão, para tentarem fazer uma parceria com a usina daqui, sendo que na verdade, não estava inteirada em detalhes, a preocupação era gerar idéias com bases, em criar “ soluções” em relação ao tratamento do lixo hospitalar e de resíduos de saúde de JF e região, pois talvez e com certeza, ficaria muito, muito mais econômico, trazer pra cá (S.Dumont) do que transportar todos os resíduos gerados na saúde, para serem então, incinerados em Belo Horizonte ou outras cidades, bem mais longes, mais pensando sempre, na diminuição do custo e gasto público com transporte, pensando na defesa, no aumento de geração de empregos e também de renda, para Santos Dumont e região, que já estava adiantada nesta questão, pensando também, por bem, na facilidade de transporte, logistica de coleta e de distribuição destes resíduos e também na economia que seria gerada.

    Se temos que pensar,devemos pensar globalizado e de forma integrada, responsável, olhando, observando e priorizando tudo, em todos os detalhes, visando a melhoria da qualidade e a continuidade das ações e dos resultados.

    Agora estão fazendo o inverso, com este contrato, para Dias Tavares, com provável visão de fazer o inverso, na gestão municipal do lixo de Juiz de Fora, Santos Dumont e região.

    Enquanto a política não ver a importância da visão e da técnica e vice-versa, as coisas em Minas, principalmente pelo tipo de visão, mais tradicional, hierarquizada, assim bem devagar para tomar decisões, na famosa postura mineira da " do come quieto", acaba(m) em prejuizos em relação a todas as coisas e situações, onde todas ficam em geral, muito mais emperradas, assim impedindo deslanchar, a inovação, o desenvolvimento, o progresso, de ações e resultados, mais rápidos.

    É preciso pensar e agir com responsabilidade pensando, sempre, como implantar boas ações, aqui no presente e que possam colaborar nas ações e decisões do futuro,com base nos grandes pensadores do passado e do presente, em todo(as] que se apresentem humanamente também, muito responsáveis, com as transformações da existência, do ambiente e do planeta, independente de estar na frente das grandes idéias e propostas, pessoas diplomadas, em todos os níveis, pós-graduada ou não, o importante é pensar no futuro e no social, com responsabilidade e naturalmente, através de formas e fórmulas bem elaboradas, pensando no desenvolvimento e na criação de soluções.

    Veja: O Poder da Visão em

    http://www.youtube.com/watch?v=h9iS1TrDg38

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